Dislalia – Vc sabe o que é isso?

Manhês

Vcs já repararam algo diferente na fala dos seu(s) filho(s)? Tenho certeza quer muitas responderão que sim.

Hoje o post é da área de Fonoaudiologia e convidei uma querida amiga dos meus tempos de criança para falar um pouquinho sobre a Dislalia. A Dra. Maristela Ribeiro, é Fonoaudióloga e tem um consultório na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Ela conta que a Dislalia, ou melhor, a troca de fonemas, é muito comum na infância e tem correção se for diagnosticado a tempo. Portanto, não deixem de procurar ajuda caso percebam alguma alteração na fala das crianças.
O meu interesse no assunto surgiu pq percebi que meu filho Eduardo fala igual ao Cebolinha da famosa Turma da Mônica. Ele troca o R pelo L e no início achava engraçadinho mas depois soube que é preciso observar e corrigir. Veja só as recomendações da Dra. Maristela.

Dislalia é um distúrbio da fala caracterizado pela dificuldade da criança ou adulto em articular as palavras. A pessoa portadora de dislalia, troca as palavras por outras parecidas, omitindo ou trocando as letras na pronúncia. Algumas trocas comuns são: bolo por polo, primo por pimo, comi por omi, de barata por palata. Outros exemplos comuns: K por G, F por V, T por D, R por L.

Quando há suspeita de uma criança com Dislalia, deve-se examinar os órgãos da fala e da audição afim de detectar se a causa da Dislalia é orgânica, neurológica ou funcional. A Dislalia também pode interferir no aprendizado da escrita, tal como ocorre com a fala. A maioria dos casos de Dislalia ocorre na primeira infância quando a criança está aprendendo a falar.

O período de aquisição da linguagem é de 0 até 4 anos. Mas não se deve esperar para procurar um fonoaudiólogo pra fazer uma avaliação, pois, como está justamente no período de aquisição, em desenvolvimento, é mais fácil fazer o tratamento, evitando uma maior dificuldade e antecipando um hábito vicioso futuramente. Porém, não vamos exigir de uma criança de 2 anos que ela fale corretamente.

Causas

Suas principais causas podem ser por troca dentária, freio bucal curto, consequências do uso prolongado de chupeta, influência do meio em que vive, hábito vicioso, perda auditiva ou hipotonia nos órgãos da fala.

A hipotonia nos órgãos da fala pode ser causada pela Respiração Bucal, que é consequência de alterações orgânicas como hipertrofia das adenóides e amígdalas, desvio de septo, alergias, rinite, sinusite ou bronquite.

Tratamento

O tratamento será caso a caso dependendo da avaliação do fonoaudiólogo, que analisará os órgãos fonoarticulatórios da criança, a mobilidade dos órgãos e a

Conduta dos pais

Os pais e demais adultos que convivem com a criança não devem achar graça ou dizer que essa fala errada da criança é “bonitinha”, nem ridicularizá-la por isso, porque assim podem estar reforçando o problema ou criando sentimentos de inferioridade na criança. Devem, também, evitar os diminutivos e uma forma infantil de falar com a criança. O melhor é falar com ela numa linguagem adequada à sua idade, mas de modo correto, articulando bem os fonemas.

Período Escolar

Hoje em dia temos professores que se atentam e percebem que a criança não está acompanhando a turma ou que está com dificuldade maior que as outras na fala ou aprendizagem. O olhar atento do professor é fundamental para o diagnóstico preventivo e encaminhamento para avaliação fonoaudiológica, podendo tornar o tratamento mais eficiente e evitar distúrbios maiores no futuro.

A Dislalia é um distúrbio da fala que, com tratamento adequado, terá resultado muito positivo. A maioria das crianças corrige seu modo de falar e daí por diante desenvolvem normalmente a linguagem, sem sequelas.

Fiquem atentas aos sinais de seus filhos e, caso perceba algo diferente, busque ajuda de um profissional.

vera07

Deixem, seus comentários.

Beijos

Maristela Ribeiro Barbosa
Fonoaudióloga, CRFA. 12816
Tel. (21) 3079-0074, WhatsApp (21) 99614-6044
Endereço: Av. das Américas 8.505 sala 205
Condomínio Las Palmas
Barra da Tijuca

Escrito por

Formada em Comunicação Social pela Universidade Federal Fluminense, trabalhou durante anos como Mídia Online em Agências de Publicidade e lá respirava internet. Se especializou no Google Analytics, Google Adwords e um belo dia resolveu mudar. Hoje é aspirante a Fotógrafa, blogueira nas horas vagas, mamãe dos gêmeos Edu e Théo e que vive a maternidade em tempo integral. É louca por moda, viagens, makeup e tudo que conspira a favor do universo feminino.

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